Convites de casamento – um grito de socorro

O título é esse mesmo noivinhas. Mas não se assustem, estou aqui para mostrar o caminho do não precisar pedir socorro. Tem muito tempo que não escrevo, mas a chefe entrou de férias, depois tive a maior dor de cabeça do mundo com o convite do meu casamento e, por fim, o chefe dos chefes será candidato nestas eleições.

Esse era para ter sido um momento mágico, o início concreto do grande dia, mas não foi o que me aconteceu. E como nós estamos aqui para não só elogiar e ensinar, mas também para alertar, aqui estou eu.

O convite é o primeiro passo concreto do seu casamento, ele se torna importante em cada detalhe, desde a fonte da letra escolhida, até a cor em que você vai imprimi-las, se vai usar brilho ou não, se vai ter borda, se serão os pais ou os noivos que vão convidar. Tantos detalhes, mas uma fase super gostosa.

Vou contar para vocês um pouco da minha trajetória de desespero e depois cinco dicas importantes para essa etapa não te dar dor de cabeça, ok?!

A expectativa

Então, no início escolhemos que o convite seria preto e prata, depois de muito ouvir que casamento deveria ser algo mais leve – e pelo meu de 15 anos já ter sido preto escrito de prata – escolhemos ser um branco pérola, em um papel semelhante ao aspen.

Fomos em várias gráficas diferentes, das mais chiques às mais simples, a empresa e o convite que eu me apaixonei custava 35 reais (sete mil reais no total), então, na minha atual situação, foi descartada. Fui em outra que ficou em segundo lugar, que eu adorei, mas a dona foi tão grossa na minha segunda visita e ficava dizendo que meu convite não ficaria bonito, que não se usava tal cor, tal coisa… Fiquei chateada e nem voltei lá pra fechar o contrato, que ficaria uma média de três mil reais, ou seja, bem mais em conta que a anterior.

Resolvi voltar na gráfica que eu havia visitado pela primeira vez, na rua da frente do meu trabalho. Essa empresa fez os convites do casamento da minha prima – ela teve problemas com a distribuição dos convitinhos individuais dentro dos convites já plastificados, mas isso acontece muito quando o cliente não passa a lista certinha – lá ficou no total de um mil e novecentos reais (R$ 1.900,00), achei o valor atraente, já tinha visto o trabalho pessoalmente, a dona era super simpática, o modo de pagamento era ideal para nós, então…

Fechamos o contrato no dia 18 de dezembro de 2013, o prazo para a apresentação da arte era dia 21 de dezembro de 2013. O que não aconteceu, reencaminhei todos os dados e textos que deveriam conter no convite. (Fiz todos esses contatos por e-mail, o que me foi muito útil ao final).

Sozinha no meu quarto via os dias se passarem e nada de receber a arte e nem de atenderem ao telefone. No dia 07 de janeiro de 2014 consegui falar com eles e ficaram de me enviar no mesmo dia. Nada.

Comecei a ficar preocupada e no dia 09 de janeiro me mandaram a arte por e-mail, quando abri o choro engasgado veio à tona, não por estar lindo muito pelo contrário. Nenhum texto que enviei, nomes dos pais e noivo totalmente errados, fonte tipo Arial…

Sentei no meu computador e, ao invés de trabalhar, fiz a arte de cada convite – do grande, do individual, o cartão com a sugestão de presentes, só não refiz o mapa. Encaminhei para eles, com uma reclamação de que não houve dedicação do design em meu material, parecia ter pego um pronto e escrito os nomes em cima.

Só tive resposta deles no final de janeiro… Passaram-se duas semanas e eu liguei, eles tinham se esquecido do meu convite e pensaram que haviam me ligado para dizer que o papel escolhido não era mais fabricado. Fui com meu noivo, escolhemos outro papel, não tinha. Fomos de novo, escolhemos outro, que não tinha na loja, só por foto. Quando chegou não era nem um pouco parecido com a fotografia, mas era muito bonito, então, foi ele mesmo.

Os convites prontos eram para ter sido entregues no dia 06 de fevereiro de 2014, e até o dia 14 de fevereiro nada tinha sido feito. Resolvi ligar no PROCON, que me deram todas as informações de como proceder.

Foi ai que meus e-mails serviram de prova. Imprimi todos, inclusive os anexos e montei uma pastinha para reclamação. Fiz um registro de reclamação no PROCON e abri um protocolo para iniciar um processo. Como orientada, antes de iniciar o processo marquei uma reunião com a empresa.

Meu noivo e eu fomos e levei toda a documentação. Me receberam todos simpáticos, dizendo que estava tudo tão enrolado, mas que começariam a fazer meus convites… Fui sincera com eles, falei seriamente que já havia entrado em contato com o PROCON e estava orientada de tudo o que eu deveria fazer. Falei que estava chateada e tudo mudou.

O tratamento deles foi outro. Ficaram sérios e assinaram novamente o mesmo contrato escrevendo que por erro deles os convites atrasaram.

O ALÍVIO – supostamente

Os convites chegaram no final de fevereiro. Quando fomos conferir e colocar os individuais dentro encontramos os erros. Nomes errados, borrados, papel amassado ou rasgados.

Mais dor de cabeça e mais uma semana de espera para consertarem. Após o conserto, mais erros, os convites chegaram fechados e totalmente amassados…

ENFIM, ACABOU

Bom, no final das contas os convites foram entregues e meu casamento será no próximo dia 27 e eu ainda tenho convites para entregar, de tanto que atrasou :/

Mas toda essa trajetória me mostrou que sou uma noiva responsável e organizada. E, claro, faz a gente aprender que profissional é profissional e que temos sim, como clientes, o direito de cobrar tudo direitinho e com a perfeição que foi apresentada antes do fechamento do contrato. Fiquem de olho…

Próximo post escreverei as cinco dicas profissionais para não cairmos nesses problemas cotidianos J

Beijos e sucesso com o casamento de vocês!

Mai Rocha

Jornalista apaixonada pelas palavras... Noiva ansiosa pelo casameto...

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  1. Flávia

    Nossa, que confusão hein? É complicado mesmo quando isso acontece, mas no final os seus convites ficaram muito bonitos 😀
    Gostei muito das dicas do seu blog, Mai! 🙂

    abril 24th, 2014 // Reply

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